Hoje vesti uma saia de cinta subida ao xadrez verde-escuro e vermelho, uma camisola de malha azul escura, os meus sapatos castanhos e saí. Estava a chover, levei o chapéu mas na rua não o abri. Deixei-me levar. Vi as montras das lojas, os enfeites de Natal, reparei nas pessoas que passavam por mim e dizia-lhes Bonjour ou Au revoir, ao mesmo tempo em que na rua tocava a música - let it snow do Michael Bublé. E pronto, cheguei a casa toda molhada mas com um sorrisão estupidamente feliz na cara. Há muito tempo que não tinha um tempito só para mim e para estas pequenas coisas.
22.12.11
16.12.11
14.12.11
13.12.11
"Sometimes when I look at you, and you’re looking back at me, I can see something. This teeny-tiny hint of something more, something you’re feeling but can’t say. When our eyes meet, it’s like we’re instantly connected. I know no one catches it but you and I, but I like it that way. It’s like our own little secret, a place we go to when everything around us is crazy and we just need some resemblance of normal. God, your eyes are gorgeous. There are times when I want nothing more than to look you in the eyes, ‘cause it’s when we’re looking at each other in silence that we end up saying the most."
11.12.11
O que me dói é que não valeu a pena fazê-lo, e que o tempo que perdi no que fiz o não ganhei senão na ilusão, agora desfeita, de ter valido a pena fazê-lo.
O que me dói é que o melhor é mau, e que outro, se o houvesse, e que eu sonho, o haveria feito melhor. Tudo quanto fazemos, na arte ou na vida, é a cópia imperfeita do que pensámos em fazer. Desdiz não só da perfeição externa, senão da perfeição interna; falha não só à regra do que deveria ser, senão à regra do que julgávamos que poderia ser. Somos ocos não só por dentro, senão também por fora, párias da antecipação e da promessa.
Fernando Pessoa.
10.12.11
Leio textos. Textos meus que andam pelo computador perdidos. Textos que eu outrora escrevi e que agora não fazem o menor sentido, textos sobre pessoas que já nem sequer fazem parte da minha vida, textos tristes, textos contentes, texto tristes-contentes. Já nem sequer me emociono com o que leio, aquela é outra. Não os apago, porque eles sem dúvida significam muito para mim, foram como um grito, um desabafo, uma maneira de arranjar forças. Nem sequer os mostro a alguém, são meus, são parte da minha vida. Comecei a escrever no nono ano deixei de escrever no verão passado; neste percurso escrevi, apenas num documento de word, 140 páginas, fora os restantes que andam por aqui meios perdidos. Deixei de escrever porque deixei de conseguir, e já são poucas as vezes em que os releio. À semelhança de Fernando Pessoa, posso dizer que, estes textos são a minha cobardia.
9.12.11
8.12.11
Os Pensamentos Intraduzíveis:
É sabido que comboios completos de pensamento atravessam instantaneamente as nossas cabeças, na forma de certos sentimentos, sem tradução para a linguagem humana, menos ainda para uma linguagem literária... porque muitos dos nossos sentimentos, quando traduzidos numa linguagem simples, parecem completamente sem sentido. Essa é a razão pela qual eles nunca chegam a entrar no mundo, no entanto toda a gente os tem.
Fiodor Dostoievski, in 'Uma Anedota Sórdida'
7.12.11
2.12.11
1.12.11
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